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Blog de mariano.dr
 


TEMA PARA REFLEXÃO

Marcope

8 de novembro de 2009

 

 

             Há poucos minutos, a Neide estava assistindo a um programa na TV Aparecida  e eu fui à sala dar uma espiada. Quando estava lá, entrou uma reportagem, diretamente do Santuário Nacional, dando notícias sobre o Centro de Apoio aos Romeiros. Para falar sobre o movimento de fim de ano, o repórter chamou o Diretor do Centro, que passou uma notícia a qual merece uma reflexão.

             Segundo aquele dirigente, o Santuário estima receber neste final de ano um milhão e quinhentos mil romeiros, dos quais, oitenta por cento, ou seja, um milhão e duzentos mil passarão pelo centro de compras do Centro de Apoio.

             Levando em conta que os romeiros que ali comparecem estão em turismo religioso, penso que a média de compra por pessoa deve ser superior a cinqüenta reais. Mas ainda que a média de gastos não supere essa cifra mínima, valor modesto para quem está a passeio, o faturamento bruto seria de sessenta milhões de reais. Se imaginarmos um lucro modesto de quinze por cento, aquele centro acresceria à sua conta bancária, somente neste final de ano, a significativa soma de nove milhões de reais.

             NÓS, CRISTÃOS, DEVEMOS REFLETIR SOBRE O ASSUNTO. 



Escrito por mariano às 12h50
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SETE DE SETEMBRO

 

SETE DE SEMBRO DE 2009


 

                   Não me lembro de que tenha havido algum desfile cívico de sete de setembro nos últimos oito anos em que o Município de Uruaçu  foi administrado pela Senhora Marisa, tendo à frente da Secretaria Municipal de Educação a Senhora Eunice. Talvez por isso, pela saudade dessas demonstrações de civismo que costumam ocorrer na data consagrada à independência política do Brasil, tenha visto no desfile de hoje uma grandiosidade exagerada.

                   O rufo dos tambores, o visual agradável  da adolescência se exibindo no desfile compulsório e a beleza juvenil  que em breve se transformará em saudade, certamente são os ingredientes que compõem o  tempero desses desfiles que tanto nos agradam.

                   A meu ver, o desfile de hoje teve algumas notas destoantes que, entretanto, não chegaram a comprometer a grandiosidade daquele momento mágico de civismo que invade a alma brasileira ante a exaltação aos SÍMBOLOS NACIONAIS. Sempre encarei as festividades de sete de setembro como oportunidade para cultuar nossos símbolos, principalmente o HINO  e a BANDEIRA, hoje tão desrespeitados pelo povo, sob o olhar complacente de autoridades que não cumprem a lei,  permitindo que a Bandeira se torne camisetas  exibidas em grandes festas populares e que o Hino seja cantado em total afronta à lei que regula sua execução.

                   A violação às regras de interpretação do Hino Nacional Brasileiro virou moda desde aquele comício em que a cantora Fafá de Belém o massacrou impunemente diante de grandes autoridades brasileiras.

                   Voltando a nosso desfile, penso que se poderia, nas próximas edições, retirar de pauta, sem qualquer prejuízo à grandiosidade do evento, questões culturais, econômicas e geográficas insertas no desfile de hoje, que não guardam quaisquer ligações com o  meio em que vivemos.

                   

 



Escrito por mariano às 11h01
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LOURENÇO PEREIRA PINTO

LOURO

Crônica

Marcope

Gyn, 09/11/2008

 

 

 

 

 

Quem, na década de sessenta, morava à margem da poeirenta e progressista Rodovia Belém Brasília, em qualquer ponto do trecho entre Uruaçu e Anápolis, principalmente nos muitos pontos de café e lanches que naquele tempo povoavam a beira da estrada, todos os dias poderia ver a figura simpática do LOURO, em seu caminhão CHEVROLET BRASIL, novinho, de cor clara, quase branco, pára-lamas azuis claros, saído da moderna montadora da G.M.C. recentemente instalada no Brasil, indo de Uruaçu para Anápolis carregado de cereais voltando vazio. No pára-choques, estava escrito: "LÁ VEM O LOURO VOANDO BAIXINHO".

Nesse vai e vem constante, comprando e vendendo cereais, LOURO conseguiu reunir considerável fortuna, tornando-se, então, o homem mais rico da cidade. Mas os caminhos da vida, como algo próprio de nossa efêmera existência terrena, tem subidas e tem descidas, muitas vezes absolutamente imprevisíveis, e LOURO sabia disso e sabia também que desses senões inesperadamente surgidos, ninguém pode se esquivar. Por isso criou um projeto de vida que incluía o cargo de Prefeito de Uruaçu, não para si mesmo, mas para seu filho bem amado, LOURENCINHO, em quem depositou todas as suas esperanças políticas, educando-o para o cargo sonhava ocupar, mas que não lhe era possível face a circunstâncias desfavoráveis daquela época. Eleger-se vereador, representando com eficiência o seu povo, foi o caminho que nosso herói encontrou para abrir as portas do futuro político para filho. Com acerto, imaginava Louro que poderia deixar como herança política para o filho seu nome de honestidade e competência.

Mas o sonho do pai, por si só, não era suficientes para tornar o filho um político de peso, com força para transpor as difíceis barreiras que separam o homem do poder. O jovem precisava se preparar para cumprir a difícil tarefa. Por isso foi buscar na cidade grande o conhecimento que Uruaçu não lhe podia oferecer. Mas a inquietação do jovem sonhador, ao constatar que sua cidade e seu povo careciam de políticos que melhor entendessem as necessidades do lugar, precipitou sua volta. Poderia ter ido mais além, mas o clamor do povo foi mais forte que o apelo dos livros.

Voltou. E aqui, levado pelos arroubos da juventude, cometeu erros e acertos próprios daqueles que desejam algo mas ainda lhes falta o amadurecimento que só se adquire com a experiência, ao longo do tempo. Os acertos ele os aperfeiçoou e os erros ele os tomou como lição.

Para realizar os desejos políticos do pai que com o tempo passou a ser o seu próprio sonho, começou de baixo. Candidatando-se a vereador, elegeu-se com uma votação histórica, jamais superada por qualquer candidato ao cargo. Na eleição seguinte, candidato a deputado estadual, repetiu a façanha, obtendo votação nunca alcançada por qualquer candidato, a qualquer cargo, no Município, marca que somente veio a ser batida por ele próprio como candidato a prefeito.

Essa é a marca do vencedor. Mas essas vitórias não nasceram por acaso. São frutos de muito trabalho, de campanhas bem planejadas e aliadas às elevadas qualidades pessoais desse moço que no dia primeiro de janeiro de 2009 passará comandar do Passo Municipal os destinos da terra dos Fernandes de Carvalho, tornando realidade os sonhos de Lourenço Pereira Pinto.

 

 

 



Escrito por mariano às 14h22
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DOAÇÕES DE MUNICÍPIOS AO GOVERNO FEDERAL

Mariano C. Peres

É justo que os pequenos municípios, com rendas insuficientes para atender suas necessidades mais urgentes, como as questões de saúde e educação; municípios que não conseguem saldar suas dívidas; que tem dificuldades para manter em dia a folha de pagamento do funcionalismo; que não tem recursos para dar uma destinação adequado ao lixo da cidade; que não dispõem de meios financeiros para fazer cumprir a legislação ambiental no âmbito de sua competência; é justo esses municípios fazerem doações à União Federal em troca de algum benefício, para evitar que esse benefício seja deslocado para outra cidade?

Pode o governo Federal, do ponto de vista ético, condicionar a entrega de um benefício à população a que o município onde o benefício vai ser implantado lhe faça doações patrimoniais?

A resposta a essas indagações é simplesmente NÃO. Certamente o Governo da República não faria esse tipo de proposta ao arrepio da ética e dos princípios da boa administração. Em primeiro lugar, isso seria vender o benefício e, em segundo lugar, porque a venda ou permuta seria a certeza de que o benefício não chegaria ao lugar mais adequado, ou seja, àquele lugar onde o benefício seria mais útil ao povo e ao Brasil, ficando para quem fizesse a doação mais significativa. Em outras palavras, o benefício iria para quem pagasse mais. Isso seria torpeza administrativa. Acreditamos nas instituições da República Federativa do Brasil e temos convicção de que isso jamais acontecerá.

A nós, nos parece que ocorre é a vontade de algum administrador municipal parecer simpático a autoridades federais, propondo doações e, depois da proposta consumada, na impossibilidade de justificar o gesto impensado e prejudicial ao Município, procura levar à população a falsa idéia de que a transferência fora necessária para possibilitar a implantação de tais e tais benefícios pelo Governo da República.

Passada essa informação ao povo, o que lhe fica na cabeça? Fica a idéia de que o benefício recebido do Governo Federal estava em leilão e que o seu Município deu um lance maior que o Município vizinho. A autoridade municipal que assim age o faz em prejuízo da imagem do Governo que tem obrigação de implantar os benefícios do Estado Brasileiro onde eles sejam mais úteis, mais necessários.

Cremos na seriedade do Estado Brasileiro e pensamos que passar ao povo essa idéia de leilão de benefícios do Governo Federal seja uma atitude leviana, até porque não há motivos para duvidar da lisura do Governo na distribuição de obras e serviços de obrigação do Estado, como forma de aplicação dos recursos arrecadados do contribuinte. Por tudo isso, temos como não verdadeiras as informações de que se o edifício da Prefeitura de Uruaçu não fosse transferido ao Governo Federal, o SEFET seria instalado em Porangatu. E assim cremos porque o contrário seria um ato de corrupção. Todavia, cabe às autoridades municipais esclarecer o assunto.

 

 

 

 



Escrito por mariano às 12h52
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SANSÃO

Peço licença aos eventuais leitores deste meu BLOG para transcrever o CAPÍTULO XXIII do romance "Fazenda Barreiro". Neste capítulo, Sansão, um dos personagens do livro, faz referências à rejeição que lhe impunham os moradores de Uruaçu por causa de suas origens camponesas.

Diz Sansão: essa rejeição da cidade a minha pessoa me aborrecia, mas não a ponto de fazer com que eu me mudasse. Aqueles metidos a grande que ficassem lá com suas grandezas que eu me arrumava muito bem e à vontade com meus amigos "da minha laia", que, diga-se de passagem, eram, em número, muito mais que eles. Mas era preciso mostrar àqueles bobos que os do nosso lado também tinha valores e muitas vezes mais que os do lado de lá.

Por falar em lado, lembro-me que a cidade é cortada ao meio pelo Córrego Machambombo, dividindo-a em dois núcleos distintos. O lado direito do córrego era o lado dos metidos a besta, e o lado esquerdo, que eles chamavam de "do outro lado", era habitado pela gente mais humilde, com quem eu me dava muito bem. Caminhando par a par com o povo de "!do outro lado" , marchava a gente humilde de toda a periferia. Essa superioridade numérica nos dava muitas vantagens sobre "os bacanas", inclusive nas questões políticas, por motivos eleitorais óbvios, rendendo-nos favores e concessões do poder público local, sempre de olho nas urnas. Nunca acreditamos muito em políticos, por isso, nosso lema era: primeiro, os benefícios, depois, os votos. Como bem sentenciou JESSIER QUIRINO, para ser político é preciso PROMETER COMO SEM FALTA E FALTAR COMO SEM DÚVIDA. E aprendem rápido aqueles que ingressam na política. Já na primeira eleição prometem mundo e fundo, e "até juram, mas depois esquecem." Invariavelmente esquecem, acometidos de conveniente amnésia eleitoral que perdura até as vésperas da eleições seguintes.

Aproveitando esses pontos que nos eram favoráveis, criamos uma bandinha de música e um time de futebol, tudo com gente de nossa igualha, músicos, maestro, treinador e atletas. Isso baixou um pouco a crista dos orgulhosos representantes da elite local, que passaram a se utilizar da arte de nossos músicos para suas festas. Melhor, ainda, foi vê-los amargarem as derrotas espetaculares impostas pelo nosso time ao time deles. Graças a essas iniciativas, extinguiram-se as castas locais, surgindo a sociedade igualitária que temos hoje em dia.



Escrito por mariano às 11h21
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Com a palavra o Prof. Miguel Reale Junior

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VALE A PENA LER...








BBB: UMA FÁBRICA DE ALIENAR PESSOAS. - PALAVRA ABALIZADA DO JURISTA REALE JR.
Artigo do Prof. MIGUEL REALE JÚNIOR sobre o "BBB".
Programas como Big Brother indicam a completa perda do pudor, ausência de noção do que cabe permanecer entre quatro paredes. Desfazer-se a diferença entre o que deve ser exibido e o que deve ser ocultado. Assim, expõe-se ao grande público a realidade íntima das pessoas por meios virtuais, com absoluto desvelamento das zonas de exclusividade. A privacidade passa a ser vivida no espaço público.
O Big Brother Brasil, a Baixaria Brega do Brasil, faz de todos os telespectadores voyeurs de cenas protagonizadas na realidade de uma casa ocupada por pessoas que expõem publicamente suas zonas de vida mais íntima, em busca de dinheiro e sucesso. Tentei acompanhar o programa. Suportei apenas dez minutos: o suficiente para notar que estes violadores da própria privacidade falam em péssimo português obviedades com pretenso ar pascaliano, com jeito ansioso de serem engraçadamente profundos.
Mas o público concede elevadas audiências de 35 pontos e aciona, mediante pagamento da ligação, 18 milhões de telefonemas para participar do chamado "paredão", quando um dos protagonistas há de ser eliminado. Por sites da internet se pode saber do dia-a-dia desse reino do despudor e do mau gosto. As moças ensinam a dança do bumbum para cima. As festas abrem espaço para a sacanagem geral. Uma das moças no baile funk bebe sem parar. Embriagada, levanta a blusa, a mostrar os seios. Depois, no banheiro, se põe a fazer depilação. Uma das participantes acorda com sangue nos lençóis, a revelar ter tido menstruação durante a noite. Outra convivente resiste a uma conquista, mas depois de assediada cede ao cerco com cinematográfico beijo no insistente conquistador que em seguida ridiculamente chora por ter traído a namorada à vista de todo o Brasil. A moça assediada, no entanto, diz que o beijo superou as expectativas. É possível conjunto mais significativo de vulgaridade chocante?
Instala-se o império do mau gosto. O programa gera a perda do respeito de si mesmo por parte dos protagonistas, prometendo-lhes sucesso ao custo da violação consentida da intimidade. Mas o pior: estimula o telespectador a se divertir com a baixeza e a intimidade alheia. O Big Brother explora os maus instintos ao promover o exemplo de bebedeiras, de erotismo tosco e ilimitado, de burrice continuada, num festival de elevada deselegância.
O gosto do mal e mau gosto são igualmente sinais dos tempos, caracterizados pela decomposição dos valores da pessoa humana, portadora de dignidade só realizável de fixados limites intransponíveis de respeito a si própria e ao próximo, de preservação da privacidade e de vivência da solidariedade na comunhão social. O grande desafio de hoje é de ordem ética: construir uma vida em que o outro não valha apenas por satisfazer necessidades sensíveis.
Proletários do espírito, uni-vos, para se libertarem dos grilhões da mundialização, que plastifica as consciências.
Miguel Reale Júnior, advogado, professor titular da Faculdade de Direito da USP, membro da Academia Paulista de Letras.
O Estado de São Paulo, 02 de fevereiro de 2009









 



Escrito por mariano às 15h06
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ILUMINAÇÃO PÚBLICA



A legislatura passada na Câmara Municipal de Uruaçu foi marcada por grande discussão acerca do projeto de autoria do Poder Executivo que buscava aprovação legislativa com vista à cobrança da contribuição para o custeio da iluminação pública. Os vereadores, como convém ao regime democrático de Direito, saíram em defesa da população, mormente das camadas mais pobres, e rejeitaram o projeto. Dentre as vozes mais eloquentes em defesa do contribuinte, sobressaiu a do atual Prefeito Municipal, Sr. Lourenço Pereira Filho.

Entretanto, definida a eleição para prefeito no pleito de 2008, a mesma Câmara que antes rejeitara o projeto acabou por aprová-lo quando a então titular do executivo arrumava as gavetas para entregar o cargo ao eleito. A atitude dos senhores vereadores, nesse episódio, deixam transparecer que a rejeição do projeto naquela oportunidade não teve como fundamento a defesa da população, mas um confronto partidário entre executivo e legislativo.

Esse modo de proceder adotado pelos legislativos brasileiros em seus diversos níveis, é sobremaneira lamentável, porquanto deixa claro que em casos tais, o legislador não pauta sua conduta pela fidelidade aos princípios que devem nortear o trato com a coisa pública, definidos no artigo 37 da Carta da República. No caso de Uruaçu, reforça esse entendimento o fato de aquele autógrafo ter sido sancionado por decurso de prazo e, a lei dele decorrente, promulgada pelo Presidente da Câmara, atualmente chefe de importante departamento da Prefeitura, o então Vereador Danurinha, coadjuvado na promulgação pelo Secretário Administrativo da Câmara que, na nova conjuntura política, ocupa o elevado cargo de Secretário da Administração, uma das mais importantes dentre as secretarias do município.

De outra parte, faz-se oportuno registrar que uma olhada superficial sobre aquele diploma municipal, revela uma lei absolutamente inexequível do ponto de vista legal, uma vez que padece de diversas inconstitucionalidades.



Escrito por mariano às 20h17
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INVERSÃO DE VALORES

Marcope

 

         Do alto de minhas sete décadas de existência, tenho contemplado  alguns aspectos da vida humana que, a meu sentir, merecem alguma reflexão. Um desses aspectos, a meu ver o mais relevante, é a inversão de valores no que tange à vida humana. A mim, me parece que essa desvalorização do homem seja uma visão enviesada do sistema capitalista brasileiro. Não tenho qualquer preferência por sistema econômico, mas o capitalismo praticado no Brasil é excessivamente desumano. Com efeito, se alguém entrar em um banco qualquer e, sem motivo  algum, matar o gerente e fugir do  flagrante, os agentes do governo abrirão um inquérito buscando apurar o fato. Se alguns dias depois o homicida se apresentar à polícia, prestará depoimento e responderá o processo em liberdade.  Diferente, mas  muito diferente mesmo, ocorrerá se ao invés de matar o gerente o malfeitor roubar algum dinheiro e fugir, ainda que cifra não muito significativa como, por exemplo, dois mil reais. Neste caso, as autoridades colocarão à procura do ladrão todo o efetivo policial munido de todos equipamentos de repressão disponíveis (armas pesadas, cães, helicópteros). As autoridades se revezarão diante das câmaras de televisão e dos microfones das emissoras de rádio, anunciando que o bandido possivelmente tenha se refugiado em algum lugar inacessível mas a busca continua e brevemente ele será capturado (vivo ou morto).

Será isso uma nova forma de escravidão, onde o homem é o escravo e o capital, o senhor?



Escrito por mariano às 12h25
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FRAUDE CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO

Marcope

 

 

                Volta e meia, a imprensa está noticiando fraudes contra bancos. A mais comum é aquela praticada por meio da internet,  via de regra, por jovens que agem isoladamente. Raros, porém muito mais graves, são os casos como  a quebra do Banco Santos, em maio de 2003, envolvendo a elite financeira do país e causando prejuízos a  meio mundo de investidores, inclusive ao TJGO; as gravíssimas fraudes envolvendo o Banco Marka, do italiano Cacciola, que em maio de 2005 foi condenado pela Justiça Brasileira a treze anos de prisão. Com ele foram condenados também o então presidente  e dois diretores do Banco Central. Lembro-me, ainda, dos desvios de verba da SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), que, em fevereiro de 2002, resultou na prisão do Ex-Govenrador do Pará, ex-Presidente do Senado Federal e Presidente do PMDB, Jáder Barbalho. Com ele foram presas várias outras pessoas ligadas à SUDAM. Anteriormente tinham sido presas vinte e sete pessoas envolvidas no caso.

                Como se vê, havendo dinheiro em jogo, prende-se até gente importante.

                Essa verdade me leva a uma reflexão: no segundo semestre de 2008, um boato circulou insistentemente no Estado, dando conta de uma fraude de cerca de oito milhões de reais, envolvendo o Banco Bradesco e várias pessoas que teriam se beneficiado financeiramente da “maracutaia”, entretanto nenhuma delas tão importante quanto àquelas envolvidas nos escândalos acima mencionados.

                A conclusão é lógica: se lá a Justiça fisgou dourados e tubarões, é fácil imaginar o que ocorrerá na terra de Anhanguera onde não se vislumbra nada acima de lambaris e tucunarés, a beliscarem a isca.

                



Escrito por mariano às 12h18
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ZEZÉ SPINDOLA

Marcope

 

 

 

         Uruaçu despede-se do maior empreendedor de sua História: José Martins Spindola ou simplesmente Zezé Spindola, que aos noventa e sete anos parte, deixando um enorme vazio  entre nós.

Quando a cidade começava a engatinhar e sua população era ainda quase que exclusivamente a família dos fundadores, Zezé Spindola, genro de Adelino, este, filho do Coronel Gaspar, fundou, juntamente com o cunhado, Moacir Fernandes, a casa Vitório de Moacir e & Cia. O empreendimento visava oferecer à população local o que já era disponibilizado aos habitantes de cidades como Corumbá, Pirenópolis, Niquelândia e Goiás.

         Fundou, também, a Cerâmica Spindola onde eram fabricadas telhas francesas e tijolos. Iniciativa que trouxe  considerável melhoraria à arquitetura local, utilizando material de boa qualidade, e abandonando gradativamente o uso de paredes de adobe e cobertura de telhas “comuns” ou coloniais. A Serraria Vitória criada por Zezé Spindola, foi outra conquista da população e mais um avanço na melhoria das edificações que daí por diante passaram a contar com madeira serrada, abolindo o velho uso de madeira roliça ou lavrada a machado.

         Oferecidos à cidade os instrumentos para o progresso de sua arquitetura, faltava ao povo diversão e lazer. Para isso, Zezé criou o Bar Vitória com uma moderna sorveteria em ambiente dotado de belíssima iluminação fluorescente e de ótimo Serviço de Alto Falante, a Voz de Uruaçu, de inegável utilidade para a comunicação de massa local. A voz de Uruaçu foi a maior âncora da cultura local, mormente no que tange à melhoria dos conhecimentos no âmbito da música e da arte. O Cine Vitória, foi outra opção de divertimento, de inegável utilidade cultural, trazida a Uruaçu por esse  notável empreendedor.

         Por iniciativa sua, foi fundado o CRU – Clube Recreativo Uruaçuense, na década de cinqüenta o qual passou  por sérias crises administrativas,  sendo por duas vezes reestruturado e revitalizado: A primeira vez, por Walter Vitório Costa e a segunda, por Chicão, Gustavo e João Morais, sempre com a cumplicidade da sociedade local.

         Como o leitor pode ver, Uruaçu não seria a cidade que hoje é se não tivesse contado nos seus primeiros tempos com os empreendimentos aqui implantados por Zezé Spindola, que além de empresário dinâmico, foi o prefeito que implantou na cidade o primeiro sistema de escoamento pluvial e a primeira arborização realizada na cidade. Das árvores por ele plantadas, ainda restam, pelo menos quatro: duas na Praça da Bandeira, uma em frente ao Hotel Flamboyant  e outra logo acima da Loteria Esportiva.

 



Escrito por mariano às 11h53
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ATENÇÃO DIA 17/03/2009, ÀS 19 HORAS NO AUDITÓRIO DO SIM, REUNIÃO DA ACADEMIA UREUAÇUENSE DE LETRAS. VÁ E PARTICIPE.



Escrito por mariano às 15h51
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CAUBY COSTA DIAS

LEIA DIAS EM MOMÓRIAS DO ILUSTRE CEARENSE DO VALE DO CARIRI,  CAUBY C DIAS, QUE CONTA COM GRAÇA E MUITO BOM HUMOR SUAS PERIPÉCIES PELA VIDA, E LEVA O LEITOR A UMA CIDADE QUE NUNCA PRODUZIU, NEM IMPORTOU OURO E É A MAIOR PRODUTORA DE JOIAS DE OURO DO PÍS.



Escrito por mariano às 12h56
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POLÍTICOS

 

Trimilica e Saruê

Dias - Cauby

 

Nas eleições do Congresso

Deu muito bem pra se ver

Zé Trimilica o possesso

No Senado acontecer

E na Câmara o aranzel

Me faz temer o Michel

Que parece um saruê.

 

Mas isso aí é fichinha

Na frente do Severino

Figura mais que mesquinha

Não por ser um nordestino

Mas porque nos fez pensar

Que aquilo era pra mudar

De uma vez nosso destino.

 

Só que em nada justifica

Pagar bem caro pra ver

Visto que o Zé Trimilica

Não faz o Michel temer

E haja mesmice constante

Nessa dupla apavorante:

Trimilica e Saruê.

 

 



Escrito por mariano às 12h42
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Escrito por mariano às 01h00
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AS PERNAS DA MENTIRA

 

Juquinha de Sá Maria

 

 

                   Costumam dizer que a saúde pública brasileira é muito deficiente. E a julgar pelo que nós do povão podemos ver, a afirmativa e pertinente. Mais que isso, é perfeitamente aceitável, até porque aqueles que dizem o contrário não submeteriam suas famílias ao atendimento médico oferecido pelo governo.

                   É preceito constitucional que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Está escrito no artigo 196 da Constituição Federal de 5 de outubro de 1988. Mas se a todo direito corresponde uma obrigação que, no caso, é do Estado Brasileiro e ele, o Estado Brasileiro, não vem cumprindo a sua parte, o que poderá fazer o pobre que busca assistência médica e não a encontra adequadamente?  Nada. Certamente não poderá fazer nada, além de recorrer à humilhação da caridade. Por isso, raros são os dias que não aparece alguém no Programa “A HORA DO POVO”  pedindo algum remédio. Dias há em que são vários os pedintes.

                   É preciso que as autoridades do setor tomem consciência de que a saúde não comporta certos procedimentos demagógicos que não levam o administrador a bom porto e nem o povo a ver seus direitos respeitados. Há poucos dias, estava eu ouvindo “A HORA DO POVO”, coisa que faço diária e habitualmente, quando apareceu a voz convincente do então Dr. Secretário da Saúde, fazendo a apologia de sua pasta: saúde é para todos; estamos abertos 24 horas por dia para atender bem a toda a população, etc e tal. Mal e mal terminou a entrevista do Doutor,  apareceu a voz de uma mulher pedindo ao Valdir Justino uma ajuda para tratar o dedo de seu filho que havia sido acidentado com um anzol e ela não conseguira atendimento no CAIS, tendo sido obrigada a procurar um médico particular que lhe custara os olhos da cara, faltando-lhe, por isso, dinheiro para o remédio.

                   Logo depois do apelo daquela mãe desesperada, apareceu outro doutor, o chefe do CAIS, dando várias explicações pela falta de atendimento ao garoto acidentado. Entretanto não conseguiu justificar a contradição entre a fala do secretário e a realidade do inatendimento naquele dia.  Desculpas de “Joãozinho Sem Braço”

                   Fiquei imaginando: se é verdade que mentira tem as pernas curtas, aquela da eficiência do CAIS, atendendo 24 horas por dia, sequer tinha pernas.

 



Escrito por mariano às 00h52
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