PREFEITOS Como disse o poeta Adovaldo Medeiros em sua crônica bem humorada, todos os políticos são honestos; a oposição é que às vezes exagera em sua função fiscalizadora. A toda evidência, o poeta cronista tem razão, uma vez que os oposicionistas, falam, falam, mas no dia que assumem o poder fazem exatamente as mesmas coisas que criticavam. Ademais, nós, os eleitores, temos que ver o lado dos eleitos. Com efeito, não é nada fácil ter que comparecer às festas chatas dos cabos eleitorais, dos chefes de partidos de oposição; agüentar foguetório nos ouvidos, tomar jarras e jarras de cerveja, secar infindáveis garrafas de uísque e ainda ter de aturar batalhões de caçadoras de poderosos. Tudo isso custa dinheiro, muito dinheiro.
Escrito por mariano às 22h12
[]
[envie esta mensagem]

Temos que entender que os agentes políticos precisam de grana para dar presentes, pagar despesas de festas e de boates, coisas que nós, o povo, nem ousamos sonhar. Sabemos que cada um dos intendentes dos cinco mil quinhentos e sessenta e cinco municípios deste Brasilzão de meu DEUS não ganha mais que míseros vinte mil reais, pouco mais do que ganha um trabalhador em três anos, trabalhando oito horas por dia. Isso é muito pouco para tanta despesa, e quando falta dinheiro no bolso e a gente tem que assinar cheques, cuja soma chega a centenas de milhões, seria um grande sacrifício resistir à tentação de rachar com os credores os pagamentos de débitos, sobretudo se se levar em conta que essas dívidas advêm de bens e serviços fornecidos pelo dobro do preço de mercado, quando não se referem a notas frias. UÇU, 27/08/2011
Escrito por mariano às 22h09
[]
[envie esta mensagem]

SARAU DE POESIA Mariano C. Peres Uruaçu, 30/09/20121 A Diretora da escola Estadual Vila Doura, CLÁUDIA, em seu bem elaborado projeto administrativo, demonstrando excelente visão dos caminhos a serem seguidos pelos educadores, afastando-se do tradicional feijão com arroz da escola pública goiana, que se limita às matérias curriculares, inseriu no programa de sua escola atividades culturais das mais importantes e salutares. Dentre essas atividades, um sarau de poesias que para nosso orgulho e surpresa, foi batizado com o nosso nome e trabalhou, com rara eficiência, vários textos de nossa autoria, dando-lhes interpretações críticas, levando em conta o contexto social, tanto local quanto nacional, mostrando-os ao público com uma roupagem mais atraente que o mero enfileirar de palavras impressas. O evento alcançou extraordinário sucesso. A participação de professores e alunos foi uma das grandes marcas daquela noite. Outras, foram o tom cultural, valorizando a gente de nossa terra e a revelação de jovens talentos que engrandecem o povo uruaçuense. Nomes importantes da intelectualidade local, escritor, poeta, advogados, professores, magistrado, empresários e acadêmicos da UEG prestigiaram o evento, além, evidentemente, do público que presenciou e aplaudiu as belas apresentações. A homenagem daquele dia 27/09/2011, reorientou nossa vida e fez-nos entender que temos o dever cívico de voltar às atividades literárias.
Escrito por mariano às 09h03
[]
[envie esta mensagem]

COPA AMÉRICA - Ninguém perde o que não tem. Para que alguém perca alguma coisa é preciso que seja o dono dessa coisa. Por isso, não se me afigura correto dizer que o Brasil perdeu a Copa América, ele simplesmente deixou de ganhá-la. A propósito da derrota da seleção brasileira ontem, me ocorrem algumas indagações: I) - terá ganhado o povo Paraguaio algum benefício quanto a suas necessidades básicas? II) – via de conseqüência, terão os brasileiros deixado de ganhar alguma coisa, como segurança, saúde, educação, moradia, alimentação e tantas outras necessidades que nos afligem? III) – A vitória beneficiaria a quem não estivesse diretamente envolvido na competição, como, por exemplo, a grande imprensa esportiva e os jogadores? Ganhamos várias copas do mundo, mas não consegui vislumbrar qualquer benefício ao povo brasileiro, a não ser àqueles que lidam com o futebol ou que vivem dele. Eu, por exemplo, não tive qualquer ganho no meu poder de compra, continuo amedrontado com a falta de segurança, sem assistência médica e outras coisas mais de que tanto precisamos? Entretanto vi uma dúzia de jogadores que passaram a ganhar em um ano salário que um ministro de nossas cortes superiores não reúne durante toda a vida, inobstante os grandes conhecimentos reunidos durante anos e anos de estudo e dedicação. Penso que vale a pena refletir sobre o assunto. Porventura não estaremomos sendo usados, com essa apelidada paixão nacional, para somar lucros aos que comandam o futebol no Brasil e no mundo?
Escrito por mariano às 19h43
[]
[envie esta mensagem]

VOLTA AO LAR MARCOPE 18/07/2011 Nestes dias de desvirtuamento da família brasileira, inclusive por cortes de justiça legalizando a união de pessoas do mesmo sexo; quando se banaliza a instituição do casamento, em troca não se sabe de quê; quando o homem e a mulher invertem as funções reprodutivas no seio da família, e a imprensa, principalmente a televisão, enfatiza essas inversões como algo digno de admiração e de aplausos; quando vemos caminhar a passos largos a degenerescência dos costumes, MERECE OS APLAUSOS DA SOCIEDADE O HOMEM PÚBLICO que volve ao lar para retomar ao lado da esposa os sonhos da família ameaçados por aventuras passageiras e momentos de devaneios.
Escrito por mariano às 19h01
[]
[envie esta mensagem]

HOSPITAL REGIONAL O povo, o rádio e os políticos, todos estão dizendo que o Município de Alto Horizonte roubou a cena, oferecendo o maior lanço no leilão do hospital regional. É muita grana: dez milhões amontoados e mais quinhentos mil todos os meses, enquanto sobreviver o hospital. Não creio nesse boato, primeiramente porque ao estado não é lícito levar as obras sociais para o município que pagar mais e, em segundo lugar, porque o governador, quando candidato, prometeu aqui para todo o mundo ouvir que o hospital seria construído ali, onde há muito tempo foi lançada a pedra fundamental. Não posso admitir que o governador estivesse mentindo ao povo, apenas buscando se eleger. Creio que ele não faltaria com a verdade apenas em troca de alguns votos, se bem que há quase três anos, em um comício ali em frente ao BIG SUPERMERCADO ele prometeu quatrocentas casas para a população carente de Uruaçu e até hoje não temos notícias dessas moradias. Todavia, como otimista inveterado, continuo acreditado que o Dr. Marconi vai honrar a palavra empenhada. Vai doar as quatrocentas casas e construir o hospital, reafirmando sua lisura de caráter. Há que se observar que o prefeito de Alto Horizonte, para cumprir a promessa de transferir para o estado as somas prometidas, necessita observar rigorosamente as normas do Art. 25 da Lei Complementar 101. Ademais, ao prefeito não é lícito firmar compromisso de despesas que ultrapassem, no tempo, os limites de seu mandato. As vedações legais acabam por inviabilizar o lanço oferecido por Alto Horizonte no leilão do hospital. Em um próximo trabalho, proponho analisar as vantagens e desvantagens da construção de um hospital público de grande porte em nossa cidade.
Escrito por mariano às 21h01
[]
[envie esta mensagem]

SONHO E PESADELO Marcope Uçu, 27/03/2011 O sonho da casa própria Poderá ficar frustrado Se contratado com banco empréstimo parcelado Sonho vira pesadelo Com pagamento atrasado Alienação fiduciária O novo jeito de financiar Para o banco tomar a casa Basta o mutuário atrasar Três prestações apenas Sem direito a apelar Ao mutuário é negado O direito de defesa Não é aberto processo Portanto não há clareza Banco fica com a casa Mutuário com a tristeza Pode bem virar inferno Minha casa minha vida Alienação fiduciária A operação é garantida Atrasando três parcelas A casa é devolvida Devolvida sem que haja Processo e contraditório O banco simplesmente Comunica ao cartório A casa vai para seu nome Em um ato compulsório Vai a casa fica o pranto E a experiência amarga
Escrito por mariano às 22h09
[]
[envie esta mensagem]

CAPIM DOURADO Marcope Uçu, 26/03/2011 Salve o capim dourado Um tesouro encontrado No vale do Jalapão Nas terras do Tocantins Este ouro são capins Que nascem daquele chão É coisa que desanima Ver esta matéria prima Voando para outros povos Revive a seringueira A riqueza brasileira Agora em tempos novos Foi no século passado Com progresso inesperado Parido dos seringais O amazonas prosperou Manaus se agigantou Como não se viu jamais Essa planta milagrosa
É uma árvore majestosa Da América do Sul Vicejam os seringais Nas florestas tropicais Sob o manto do céu azul Essa riqueza brasileira Que a gente estrangeira Usando a pirataria Transplantou pra outras terras Para abastecer as guerras Em que o mundo então ardia Terá o capim dourado Ouro vivo do serrado O destino da borracha Deixando os nossos vales Pra mor de nossos males Malefício que nos acha Salvemos essa beleza Para alegria e riqueza Desse povo artesão Boa gente do Tocantins Que vive desses capins Do vale do Jalapão
Escrito por mariano às 22h13
[]
[envie esta mensagem]

BBB Ao leitor peço licença Pra “fazer” este cordel Falando do BBB E seu maligno papel Lixo da televisão A meu ver o campeão Da ruindade a granel Meu texto é muito simples Muita gente faz melhor Estrofes de sete versos Em redondilha maior P´ra falar do BBB Vale até çal com “C” ´Inda assim ele é pior A Globo exagerou Produzindo porcaria Quando coisa pior Parece que não havia Inventou o BBB Onde o que o povo vê É tudo que não devia Um grupinho de pessoas À procura de dinheiro Sem respeito e sem ética No trato ao companheiro Onde na permissividade Campeia imoralidade Cada qual sendo o primeiro Nos estúdios da TV Já em grupos confinados Esquecem os bons costumes Porventura acumulados É um monte de serpentes De todo inconvenientes Tubarões aquartelados Pior que participantes O povo que está fora Que telefona e vota Quem fica quem vai embora Os votantes aos milhões Fazendo as ligações Dia e noite, toda hora
Escrito por mariano às 23h16
[]
[envie esta mensagem]

A ignorância da plebe Explorada pela Globo É a massa de manobra Servindo a esse jogo Nossa gente enganada Que se vê prestigiada É gente simples do povo Pedro Bial não tem culpa De apresentar porcaria Ele honra seu emprego E faz isso com maestria Se o povo é enganado Seu patrão que é culpado Que ao povo tripudia Poderia ser verdade O que disse do Bial Se ele se limitasse Ao trabalho trivial Mas o cara se derrete Gosta de jogar confete E isso não é “legal” Um bando de idiotas Um estranho dirigente Sujeito pretensioso Se julgando inteligente Que elogia marmanjo Faz dele o seu arcanjo Em demonstração ardente Um programa vagabundo Diz o hélio, ordinário Quem vê essa porcaria É louco ou é otário Mais besta é quem liga Dá palpite inda intriga A favor de mercenário Entrevistados de rua Também dão opinião Aquele deve sair Aqueloutro deve não Como se os conhecessem Ou se ambos lhes devessem Alguma satisfação
Escrito por mariano às 23h13
[]
[envie esta mensagem]

MARCIONÍLIO FRNCISCO MENDONÇA um baiano porreta No transcorrer da década de cinqüenta, vindo da Colônia Agrícola Nacional de Goiás, papai rabeou seu carro de boi com nossa mudança, na Rua Coelho Neto, ao lado do campo de futebol, quase em frente à casa do Dr. José Henrique da Veiga Jardim, então Juiz de Direto da Comarca de Uruaçu. Dona Luci, a esposa do Juiz, tocava piano, mas lá em casa ninguém entendia aqueles sons sem sentido. Eram musicas eruditas que nada significavam para uma família que tinha nas músicas de Zé Carreiro e Carreirinho o seu ideal sonoro. No máximo, poderíamos ouvir Orlando Silva e ainda assim achar aquilo uma sengraceza danada, quanto mais ouvir os clássicos italianos, que a nossos ouvidos não passavam de sons desconexos. Mas papai fez amizade com várias pessoas importantes da cidade, dentre elas, Bendito Alves da Silva, Otaciano de Carvalho (Seu Dé) e Marcionílio Francisco Mendonça. O Benedito tinha quatro filhos regulando com nossas idades (minha e de meus irmãos), os filhos de Seu Dé eram mais novos e Marcionílio tinha um que regulava comigo, era o Nen do Marcionílio. Tinha o Donça e o Silo que eram ainda bem pequenos. A gente sabia que ele tinha um casal de filhos que estudavam em Anápolis os quais vim a conhecer mais tarde. O Dito e a Jura. Marcionílio era o dono da Casa Baiana, aberta ali na esquina da Rua Jacinto da Silva Rocha com a Avenida Tocantins, cujo prédio foi demolido há poucos meses, para dar lugar a uma drogaria. Achei muito ruim essa demolição e roguei muita praga ao autor desse desserviço à história da cidade. A bela casa de residência do Marcionílio, que está bem conservada, ao lado da tal drogaria, hoje pertence à viúva daquele que empresta seu nome à rua e que tinha ligações de parentesco por afinidade com a família de Marcionílio. Certa vez a casa foi reformada ainda pelo próprio marcionílio, que mandou decorá-la com belíssimos murais encomendados a um artista que não cheguei a conhecer, mas que vi trabalhando naquelas pinturas durante muitos dias nas minhas idas à escola. Jacinto Silva Rocha, que entra nesta estória meio de travessa, tem uma bela passagem de vida cheia de fé e coragem que deve ser registrada, e pretendo fazer isso numa crônica dedicada exclusivamente a ele e seus quinze (?) filhos. A Casa Bahiana (com “h”, o dono fazia questão de que o nome fosse grafado deste jeito, assim como gostava de escrever Uruassu (com dois esses) como recomendam os filólogos - Dicionário editado pela FENAME, do Ministério da Educação – verbete “Açu”), tinha como gerente o Moacir Ribeiro, que posteriormente fez uma sociedade com Camapunzinho, fundaram uma loja em Porangatu, e lá acabou ficando rico e vindo a ser Prefeito do Município. Enquanto Moacir virou prefeito de Porangatu, Marcionílio também se faz prefeito de Uruaçu, numa campanha eleitoral acalorada, concorrendo com importante membro da família fundadora da cidade. Marcionílio prefeito, veio a hora da solidariedade. Meu irmão mais velho estava trabalhando em seu ofício de mecânico e precisou rebocar um caminhão que não pegava nem a pau. No rebocar aquela lacraia velha para oficina, atropelou uma senhora que faleceu na hora. Aí, o delegado que era do partido contrário àquele para o qual trabalhava nossa família, queria porque queria botar a mão em cima do mecânico, por pura implicação política. É filho do Juquinha, vai ser preso. “É gente do contra”. Meu irmão ficou escondido na casa de um amigo por três dias, sem jeito de se escafeder. Papai teve a idéia de pedir ao Marcionílio para tirá-lo da cidade. Porque ele sendo o Prefeito, ninguém iria vistoriar seu carro para ver quem ia lá dentro. Papai mandou-me falar com o Prefeito. - Mariano, ocê vai falar com o Marcionílio que eu pedi para ele levar seu irmão para fora da cidade. Era boquinha da noite. Cheguei, bati palma, o Donça apareceu, eu lhe disse que queria falar com o pai dele. O Prefeito apareceu em alguns segundos: - Você que quer falar comigo, você é filho do Juquinha, não? - Sim. Papai mandou pedir ao senhor... Ele me interrompeu. - Já Sei. É o caso do Severino (a oficina que o Severino trabalhava era no posto do Marcionílio, por isso ele sabia de toda a estória). Você vai lá no Joaquim do Egídio, fala para ele vir aqui pegar o Jeep, abastecer, pegar o rapaz e levar onde Seu Juquinha quiser. - Mas o papai não tem dinheiro para pagar o senhor. - Não tem que pagar nada. Amigo é para essas horas. - Enfiou a mão no bolso tirou um pacote de dinheiro, sem dizer quanto era, e mandou-me entregar ao papai dizendo que era para meu irmão seguir viagem a partir de onde o Joaquim o deixasse. Quando Seu Juquinha poder, ele me paga. Daí a uns trinta dias, papai me entregou um pacote de dinheiro mandou eu levar ao Marcionílio e perguntar quanto era o juro, porque naquele momento ele podia pagar só o capital. O Juro ele precisava de mais um prazinho. Não quis cobrar juros e ainda disse: fala para seu pai que se precisar pode ficar com o dinheiro por mais tempo. É só mandar você vir aqui buscar. Preciso esclarecer a quem ler essa estória que o jeep não era da prefeitura, era particular e o Joaquim do Egídio colega de trabalho do Sivirino e amigo nosso E do Prefeito. Para mim, isso significa SOLIDARIEDADE, algo difícil de ver nos dias de hoje. Uçu, 12/03/2011 Marcope
Escrito por mariano às 16h14
[]
[envie esta mensagem]

RENDA CIDADÃ
A suspensão da Renda Cidadão, ainda que temporariamente, é algo que preocupa a todo cidadão goiano com um mínimo de sentimento de solidariedade. Se bem entendi, o Estado não pagará o benefício pelo menos nos meses de janeiro, fevereiro e março, podendo voltar à normalidade a partir de abril. Isso significa que as famílias beneficiárias do programa só verão esse dinheiro no mês de maio, quando receberem a parcela de abril, se as finanças estaduais tiverem voltado à normalidade. Custou-me crer que essa notícia fosse verdadeira, porquanto acreditava piamente na promessa de campanha do Governador, que não somente iria melhorar o programa como também ampliar o valor do benefício para R$ 250,00. Além disso, seria criado o Bolsa Futuro que poderia atingir R$ 200,00, quantia que somada à Renda Cidadã chegaria a R$ 450,00. Sendo o então candidato a governador homem com larga experiência administrativa e conhecedor da potencialidade financeira do Estado, uma vez que o governara pessoalmente durante oito anos e elegera seu vice para sucedê-lo por mais quatro, não havia motivo para duvidar de suas promessas. A medida governamental surpreende também por não ter sido fixado um prazo para a normalização do programa. Com efeito, a notícia veiculada pelo POPULAR de 12/01/2011 registra que “milhares de famílias de baixa renda vão deixar de receber o benefício Renda Cidadã, do Governo de Goiás, pelo menos até março deste ano”. Isto significa que a suspensão pode ir além destes três meses, não havendo certeza de quando o benefício será restabelecido. Resta saber se as famílias prejudicadas poderão esperar. Afinal, “a fome tem pressa”. MARIANO CORREIA PERES
Escrito por mariano às 22h38
[]
[envie esta mensagem]

ANULAÇÃO DE CONCURSOS DO ESTADO
O POPULAR em sua edição de 20 de janeiro, às fls. 3, estampa a manchete “JUSTIÇA ANULA 4 CONCURSOS DO ESTADO”. Parece muito simples a anulação de concursos públicos. Parece mas não é. A Anulação cria várias obrigações para o promovente do certame. De imediato, devolução do valor recebido a título de inscrição a todos os candidatos aprovados ou não no concurso. Em um segundo momento, o pagamento de indenizações em ações de reparação de danos (material e/ou moral), que venham a ser julgadas procedentes. Em outra vertente, por motivos óbvios amplamente divulgados pela imprensa goiana, parece-nos razoável imaginar que a apelação do Estado, se houver, por razões de interesse administrativo poderá não alcançar o resultado que interessa aos aprovados no concurso, mormente aqueles que já tomaram posse. Os aprovados, entretanto, poderão defender seus direitos via recurso de apelação, como terceiros prejudicados, segundo previsão legal, podendo optar por mandado de segurança, conforme farta jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. Para tanto, é necessário constituir advogado. 20/janeiro/2011
Escrito por mariano às 17h57
[]
[envie esta mensagem]

CASAS DE SANTANA Li em O POPULAR do dia 19/10/10 a crônica “Casas da Campininha” assinada por JOSÉ MENDONÇA ATELES. Com aquela linguagem bonita que lhe é própria e navegando num mar de saudades que lhe atormentam a alma, o autor desce até nós outros, revelando o cotidiano de seus tempos de meninice vivida na pacata Campininha de enormes casas de portas sempre aberta aos amigos, aos vizinhos aos compadres e às comadres que, nas tarde calmas apareciam para um dedo de prosa com a família, com direito a cafezinho e quitandas, enquanto nos extensos quintais a crianças brincavam debaixo dos pés de frutas, tocando boiada de laranja e empurrando caminhãozinho de roda de lobeira. Da leitura veio-me enorme nostalgia. Recordações de minha velha SANTANA da década de cinqüenta, de nossos times de futebol, dos brinquedos inocentes, como andar de perna de pau, tomar banho no Corgo da Vergila. Recordei-me do Juiz, Dr. José Henrique da Veiga Jardim, meu adversário nas brigas de galo; recordei-me do Prefeito Feliciano Custódio de Freitas que me dava carona em seu FORD-29. Na minha Rua havia dois carros um do Juiz e o outro do Prefeito. Era uma rua privilegiada. Aqui, como na Campininha do JOSÉ MENDONÇA TELES, as portas das casas eram abertas. Não tinha ladrões, não tinha tarados e não tinha televisão. Todo mundo era conhecido. Todo mundo era amigo. Lá, o terremoto da ganância imobiliária derrubou casas, arrancou pés de frutas, destruiu quintais. Aqui, o destempero dos novos ricos e o vendaval da lucratividade, este alimentado pela perseguição ao lucro imediato, vão engolindo nossas centenárias casas, nossos quintais e nossos pés de manga. Já não há rua ou caminho para a gente andar. O espaço é dos carros. Os ladrões, os tarados e a televisão obrigam-nos a manter as portas trancadas, e os amigos, os vizinhos e os compadres já não se lembram das boas conversas nas varandas, com café e pão-de-queijo. Saudades do Poço da Gamela, do Poção da Ponte Nova e do Corgo da Vergila.
Escrito por mariano às 19h30
[]
[envie esta mensagem]

TEMA: “A atuação do juiz para promoção da justiça” DISSERTAÇÃO JUIZ, GUARDIÃO DA JUSTIÇA Para que se possa desenvolver o tema com o mínimo de qualidade, é necessário que se inicie este trabalho buscando o conceito da justiça de que se cuida. À primeira vista, tem-se a impressão de se tratar de “Justiça Ciência Jurídica”, mas uma espiada mais atenta nos mostra que a palavra “justiça” está ali grafada com inicial minúscula, indicando não se tratar de ciência. Isso não obstante, o enunciado do tema sugere o entendimento inicial, e é assim que vamos procurar desenvolver nosso trabalho, com a convicção de que tenha havido engano na digitação. De fato, a Justiça manuseada pelo juiz é aquela que cuida de solucionar conflitos entre pessoas e aplicar regras legais, buscando corrigir distorções comportamentais respeitantes a desobediências a normas e a regras de convivência social. O DIREITO E A JUSTIÇA. Acima dessa dualidade abstrata paira soberana a figura do juiz, que no momento oportuno, quando é chamado a intervir na busca de solução do conflito, aplica o direito e promove a Justiça. O juiz, no desempenho de sua atividade judicante, distribuindo Justiça, não atua como funcionário do estado. Ele é o próprio estado no desempenho de sua função mais nobre, fato que se observa em toda sua infinita relevância nos estados democráticos de direito onde recebe a denominação de Poder Judiciário. Desde que o homem idealizou o estado e o elegeu promotor de seu bem-estar, abolindo a justiça que se fazia com as próprias mãos, substituindo-a pela Justiça Estatal, surgiu a figura do juiz, que vem se aperfeiçoando com o tempo, destacando-se na promoção da Justiça e tornando-se o poder de maior relevância social do estado moderno. Quando tudo parecer perdido, quando o homem se achar sufocado pelos detentores do poder econômico ou até mesmo do poder administrativo do estado, ainda lhe restará o socorro do Juiz, que aplicando a lei e o Direito promoverá a Justiça, restabelecendo o equilíbrio social. Com efeito, a estabilidade social no atual estágio de civilização somente é possível com a presença do Estado-Juiz, atuando como “guardião da Justiça”.
Escrito por mariano às 00h16
[]
[envie esta mensagem]

|