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ALDRAVIA DA FLOR
Marcope

Flô,
Sorriso
Que 
A
Tragédia
Apagou.

Uçu, 17/11/14



Escrito por mariano às 21h16
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REDONDILHAS
MARCOPE
26/04/2012

Quem tem carros e carrão
Tem palácio de cristal
Pode ser até ladrão
Homicida e canibal
Para o povo tanto faz
Que lhe importa é cabedal



Escrito por mariano às 21h10
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LIXO

LIXO

Mariano C. Mariano Peres

(do Livro VERBO INTERIOR)

Mexe no lixo, 
Mexe.
Despeja o lixo no chão.
Pega o lixo, 
Que tem bicho,
Pega o bicho,
Suja a mão.
Como o bicho,
Come o lixo
E a consciência da Nação.



Escrito por mariano às 19h03
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TÁ DO JEITO QUE O DIABO GOSTA

Juquinha de Sá Maria

Uçu, 01/08/2013

 

São João na Avenida

Carnaval, mulher pelada

Amendoim, traque e foguete

Pinga e  cerveja gelada

Algema, policia e porrete

Fogueira quase apagada

É mulher querendo homem

É homem que quer mulher

É disto que o diabo gosta

 É isto que o diabo quer


Autoridades no palco

A pagar a batucada

Muita bunda balançando

E muita mão ocupada

Muita boca se beijando

Muita gente já deitada

É mulher querendo homem

É homem que quer mulher

É disto que o diabo gosta

É isto que o diabo quer

 

Tamanha a pouca vergonha

Que o Cristo Redentor

Por causa dessa maldade

Quase teve um estupor

Com tanta indignidade

No jeito de fazer amor

Vai mudar desta cidade

Seja lá pra onde for

É mulher querendo homem

É homem que quer mulher

É disto que o diabo gosta

É isto que o diabo quer

 

Virou as cotas pra nós

Certamente já vai embora

Cansou de passar vergonha

Nestas festas de agora

Cartucho, cano e coronha

Chapéu, bota e espora

O mal de quem muito sonha

Pois quem sonha também chora

É mulher querendo homem

É homem que quer mulher

É disto que o diabo gosta

É isto que o diabo quer

 

Degenerando os costumes

Por falta de consciência

Recebe o povo de graça

Sob a nova aparência

Orgia espaço e cachaça

E nessa degenerescência

A moral virou fumaça

É mulher querendo homem

É homem que quer mulher

É disto que o diabo gosta

É isto que o diabo quer

 

A Igreja faz o que pode

Pregando a moralidade

Provando o que tá errado

Nessa fuga da verdade

Massificando o pecado

Corrompe toda a cidade

É mulher querendo homem

É homem que quer mulher

É disto que o diabo gosta

É isto que o diabo quer

 

São João e carnaval

É festa pra quem quiser

Com o lixo musical

E não é um lixo qualquer

É um lixo especial

Que chega a ser imoral

Mas o povo adora e quer

É mulher  querendo homem

É homem que quer mulher

É disto que o diabo gosta

É isto que o diabo quer

 



Escrito por mariano às 12h55
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MANÉ

Quero escrever um cordel

Sobre um grande jogador

Vou pesquisar sua vida

E o que mais preciso for

Para que o povo saiba

E cante em seu louvor

O maior de todos os craques

Sem mentira e  sem favor

 

Um jogo no serra dourada

Jorge Cury o narrador

Perguntado por Jota Júnior

Qual o maior jogador

Que ele já tinha visto

Em seu ofício de locutor

Nas andanças pelo mundo

Em que o dinheiro é  senhor

 

Para eleger o melhor

Antes de dizer quem é

Saiba que  será o segundo

Já que o primeiro é Pelé.

Não.   Pelé não é o primeiro

Melhor que ele foi Mané

O melhor que conheci

Acredite se  quiser

 

Repito como foi dito

Pelo grande narrador

Incluindo o Pelé

O primeiro foi Mané

 

Pequenos casos reais

Como este que conto agora

Se  talento não  faltar

Se  a coragem não for embora

Hei de resgatar a verdade

De GARRINCHA, a memória

Para o grande  Seu Mané

 

Ter seu lugar na História



Escrito por mariano às 23h39
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NOSSAS RIQUEZAS MINERAIS

 

 

No estado de Goiás

Vertentes do Maranhão

A riqueza do subsolo

D´uma vasta região

Que marca o médio norte

Incluindo Campinorte

Pedaço desse terrão

 

Quem sair do Maranhão

Demandando o Araguaia

Sentirá pelo caminho

Cheiro de maracutaia

São carretas de minério

Exibindo seu império

Zombando de  nossa laia

 

A abundância mineral

Faz famosa a região

De fato qualquer pessoa

Que cavar aquele chão

O metal resplandecente

Estará sempre presente

Com sublime profusão

 

O subsolo de Pilar

Flor das terras brasileiras

Vem despertando cobiça

De empresas estrangeiras

Pelo ouro que tem por lá

Veio uma do Canadá

Querendo ser a primeira

 

Quer levar o nosso ouro

E secar a nossa fonte

Como já está fazendo

Lá em Alto Horizonte

Em troca de um casaco

Leva o ouro deixa o buraco

Que cabe um mastodonte

 

Maracutaia anunciada

O povo faz um alvoroço

Prefeito entusiasmado

Paga ao gringo um almoço

Se o governo anuncia

Por certo não desconfia

Que esse angu tem caroço

 

Niquelândia e Chapada

Barro alto e Pilar

São os de perto daqui

Que é preciso vigiar

Mas o “zome” nem aí

O minério que existir

Gringo pode carregar

 

Não existe a menor dúvida

Que neste angu tem caroço

Os gringos comem a carne

Brasileiros roem o osso

Enquanto o diabo pisca

O Brasil morde a isca

E leva a canga no pescoço

 

 



Escrito por mariano às 18h24
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URUAÇU

MARCOPE

20/01/2013

Uruaçu, flor morena do Brasil,

Resto dos versos do poema que te escrevi.

Oh minha terra amada,

Quão grande mal fizeram a ti!

Sai terra querida

Dos escombros dos salteadores,

Cumpre o sonho de Gaspar.

Vai além,

Sê mais bela e mais importante que São José.

Tem cuidado, minha Santana:

Eles são ervas daninhas;

Brotam rebrotam

E bem camuflam sua identidade.

Busca de seus filhos mais ilustres

(Que os há, e muitos)

Aqueles que te podem pôr

No caminho de teu real destino.

 



Escrito por mariano às 20h25
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ESCOLA ESTADUAL VILA DOURADA

 

MARCOPE

URUAÇU, 24/12/2012

 

                   Esta não é a primeira vez que utilizo este espaço para falar da Escola Estadual Vila Dourada e da Diretora CLÁUDIA e sua equipe de trabalho, sem as quais aquele estabelecimento de ensino não seria nem arremedo do que é em termos de organização e funcionalidade.

                   O atual sistema de escolha dos administradores das escolas estaduais, embora seja muito melhor que o anterior, em que o dirigente era nomeado em atenção ao pedido de algum cabo eleitoral, sem qualquer compromisso com as qualidades técnicas do candidato ou com a realidade do ensino no estado, ainda deixa muito a desejar, uma vez que o universo eleitoral da unidade de ensino nunca se ocupa de analisar o candidato sob a ótica de suas qualidades para o cargo. Votam sempre por amizade ou por simpatia pessoal, sem levar em conta o futuro do ensino que o escolhido possa implementar.

                   Vez por outra, acertam na escolha, como no caso da eleição da CLÁUDIA, que no decorrer de sua gestão vem demonstrando vocação de boa administradora, fazendo de sua escola um centro de excelência no ensino fundamental, em Uruaçu. Isso ocorre principalmente pela motivação do grupo que se mantém atento diante da criatividade de uma liderança natural, não impositiva, onde cada colaborador vê reconhecido seu valor e sua importância dentro da equipe.

                   Cláudia introduziu em sua escola a prática de reuniões festivas, com convidados de fora – pais de alunos e amigos da escola – quando se observa que reina no seio daquela equipe uma boa harmonia, com excelente relacionamento entre si, levando essa harmoniosa convivência de trabalho à comunidade, que pode observá-la de perto e avaliar seus efeitos benéficos na educação de nossos jovens estudantes, que além das matérias curriculares, assimilam, pelo exemplo, a consciência dos deveres de cidadania, como a solidariedade e a necessidade de um bom relacionamento com os semelhantes, ferramentas adequadas para o surgimento de uma sociedade mais justa e igualitária, caminhando a passos largos para a consecução do desenvolvimento humano, que pode ser definido como aquisição pelos indivíduos, pelas comunidades e pelas instituições, da capacidade de participar efetivamente na construção de uma civilização que seja próspera, tanto em sentido material como espiritual.

                   A nós outros, cabe-nos, na medida de nossas possibilidades, colaborar com aquela bem integrada equipe, para que ela possa continuar no rumo que vem seguindo, na perseguição de seus objetivos, que são, também, os objetivos de toda a humanidade.

                  

 



Escrito por mariano às 14h48
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ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL 2013/2016

MARCOPE

25/11/2012

 

                   Há poucos minutos li no JORNAL CIDADE a entrevista concedida pela futura gestora do Município de Uruaçu aos editores deste excelente periódico local.

                   Minha maior atenção foi para a formação da equipe que administrará os interesses municipais nos próximos quatro anos.

                   Solange não revelou nomes, mas esclareceu que seus auxiliares deverão assimilar suas ideias. Nem poderia ser diferente. Não seria admissível. Tal dicotomia soaria como falência da administração, de que poderiam resultar previsíveis e graves consequências. Para tranquilidade do povo uruaçuense, neste particular assim como no todo, a entrevista da prefeita revela a perspectiva de uma administração sem grandes renovações, mas em que se vislumbra bom grau de eficiência.

                   No “enxugamento” da máquina administrativa, pareceu-nos oportuna a redução do número de secretarias, mas vemos com preocupação a ausência da Procuradoria Geral do Município, isto porque ninguém ignora que o estado seja uma intrincada complexidade jurídica, cujo aclaramento somente é possível a um jurista bem preparado. Afigura-se de bom alvitre esclarecer que o bom jurista não é necessariamente o mais rico. Militam por esse Brasil afora advogados milionários, que visitam seus clientes de helicóptero e viajam de jatinho particular, mas que não são capazes de distinguir uma pessoa jurídica de uma pessoa natural.

                   De outra banda, por muito bem informado que seja um prefeito municipal, não poderá ele pessoalmente desvendar todas as implicações jurídicas que vêm a sua mesa para decisão, sem o risco de cometer erros e injustiças, e ainda, o que é pior, colocar a cabeça a prêmio pela prática de atos ilícitos.

         No caso específico de Uruaçu, há pelo menos duas questões latentes, de alta indagação, que a qualquer momento podem vir à tona, o que talvez seja possível evitar, havendo um procurador geral que mantenha o gestor municipal convenientemente informado sobre os assuntos jurídicos relevantes que possam envolver interesses da municipalidade.

         Ouvido o Dr. ILIOMAR FRANCISCO CAMPOS sobre a inconveniência de extinguir a Procuradoria Geral do Município, ele que tem lugar de destaque entre os principais juristas goianos e liberdade de trânsito pelos gabinetes do TJGO, foi enfático ao afirmar que o fato constituiria um retrocesso na organização administrativa municipal.

         Ao nosso sentir, município da importância de Uruaçu não poderá mais prescindir de órgão oficial que o represente  perante o Poder Judiciário e preste  indispensável e relevante assessoria jurídica à administração municipal.

         Ademais, a extinção da Procuradoria Geral seria um atentado contra a Lei Orgânica do Município, diploma legal que tem força de constituição no âmbito municipal.  

 

                    



Escrito por mariano às 21h41
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ILUMINAÇÃO PÚBLICA

MARCOPE

20/11/2012

 

 

         Este espaço será usado nos próximos meses, desde hoje até quando for necessário, para esclarecer os leitores sobre a ilegalidade da cobrança da iluminação pública e os direitos do contribuinte a respeito do assunto.

         Começamos pela história da lei municipal que criou a obrigação de os consumidores de energia da CELG pagarem a iluminação pública.

         Essa ganância por cobrança de impostos não é apenas do Município de Uruaçu, ela é uma doença congênita de que padecem todos os municípios brasileiros.

         Essa gana sobre o dinheiro do cidadão, muitas vezes, transcende os limites da entidade administrada para atingir a pessoa do administrador, que coloca toda a sua ambição em desfavor do contribuinte, esquecendo-se de que o tributo não é para contabilizar lucro a favor do ente a que administra, mas recurso que deve ser revertido ao contribuinte em forma de benefício.

     O Congresso Nacional, sempre sensível a assuntos que envolvem a generalidade das prefeituras brasileiras, houve por aprovar a emenda constitucional número 39, de 2002, engrossando nossa lei maior com o artigo 149-A e seu parágrafo único assim redigidos: “Art. 149-A Os Municípios e o Distrito Federal poderão instituir contribuição, na forma das respectivas leis, para o custeio do serviço de iluminação pública, observado o disposto no art. 150, I e III.  Parágrafo único. É facultada a cobrança da contribuição a que se refere o caput, na fatura de consumo de energia elétrica”.

         Tão logo faprovada a EC 39, a então “prefeita” de Uruaçu, em seu primeiro mandato, a senhora Marisa dos Santos, começou uma campanha buscando a aprovar uma lei que lhe permitisse a tão sonhada cobrança da iluminação pública, entretanto não logrou convencer a Câmara Municipal da conveniência de colocar mais essa carga nas costas dos já sobrecarregados contribuintes.

         Dentre os que mais se destacaram no combate à criação de mais esse tributo, esteve o jovem vereador LOURENCINHO,  que no ano de 2009, sucedeu Marisa na Prefeitura Municipal.

         Há aqui um dado interessante. Marisa esgotou seus dois mandatos sem conseguir aprovar a cobrança da iluminação pública, mas no mês de outubro de 2008, alguns dias depois de ela ter perdido a eleição para o Lourencinho, “a Câmara mudou de idéia” e aprovou a cobrança às pressas. A prefeita não sancionou a lei, mas também não a vetou, tendo ela sido promulgada pela Mesa da Câmara.

         Fatos curiosos  aconteceram na formação do Governo Municipal, mas são meras casualidades que certamente não decorreram da aprovação da lei e nem de sua promulgação.

         No próximo texto, faremos uma análise da Lei, especialmente sobre sua constitucionalidade e sobre os direitos do contribuinte, mormente no que tange à possibilidade obter na Justiça a suspensão da exigibilidade do tributo e a devolução do que já foi pago.

        

         



Escrito por mariano às 07h44
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JUVENAL DOS TECLADOS

MARCOPE

Uçu, 13/11/2012

 

 

         Neste último sábado, atendendo a um convite da Cíntia e do Cristiano, conheci, juntamente com a Neide, o salão de eventos do Máster, onde nos deliciamos com bela festa de  comemoração do casamento daquele simpático casal.

         A festa foi ótima, mas com certeza perderia metade de  seu brilho  se não contasse com a presença, a simpatia, a arte e o fôlego do cantor e instrumentista JUVENAL DOS TECLADOS, que emprestou ao ambiente todo o fulgor de  seu talento de bom tecladista e excelente cantor.

         Com um repertório bem ao gosto dos cativos ouvintes que lotavam as dependências do clube, Juvenal mostrou todo o potencial de sua voz de terno,  sem aqueles trejeitos dos chamados sertanejos universitários que a gente não se sabe se é homem cantando com voz de mulher ou se é mulher ou se é mulher travestida de homem.

         Juvenal canta com voz masculina. Não é que eu não aprecie as boas cantoras brasileiras. Sinto-me extasiado ouvindo a Gal, a Betânia ou a Paula Fernandes, além, evidentemente, de inúmeras e excelentes cantoras que nos brindam com sua arte, alegrando-nos a existência.

         Não soa bem a meus ouvidos, cantor com voz feminina, assim como também não me agrada cantora com voz de homem. É como dizia meu pai, JUQUINHA CABURÉ: cada macaco no  seu galho.

         Sobre este tema, vale aquela música da novela Gabriela, interpretada por Gal Costa, a cantora que é dona da mais bela emissão de voz do Brasil. Diz a canção: eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim eu sou sempre assim, Gabriela!...

         Parabéns Cintia e Cristiano, por brindarem seus convidados com a exibição desse bom artista: JUVENAL DOS TECLADOS.

 



Escrito por mariano às 07h41
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POMARES DE SANTANA

POMARES DE SANTANA

 

 

                As casas de Santana escondiam lá no fundo enormes quintais, cujos muros, tal qual os de Pouso Alto, imortalizados na poesia de Ney Teles de Paula, eram altos e intransponíveis para o menino que com os olhos da gulodice via atrás deles muitos pés de laranja carregadinhos de frutas docinhas como mel. Goiabas vermelhas, jabuticabas que de tão pretas chegavam a alumiar, laranjas amarelinhas e cheias de caldo, tudo escondido atrás daquelas fortalezas de adobes e trepadeiras. E as mangas. Essas podiam ser vistas nas gripas das majestosas árvores, balançando, açoitadas pelos ventos leves das tardes quentes da Avenida Araguaia, onde os quintais nasciam ali na porta da cozinha e se estendiam até o bosque. Lá, à sombra das fruteiras, essas protegidas dos olhares curiosos e cheios de apetite, brincavam outros meninos. Meninos escritores; meninos poetas; meninos professores; meninos magistrados, todos sempre vigiados pela austeridade da dona-de-casa intransigente, a exigir-lhes comportamento exemplar, espelhado na promotoria.

         Ah!... Como seria bom saltar aqueles muros, trepar nos pés de laranja, fartar-se nos pés de jabuticaba, lambuzar no caldo das mangas maduras; mas os muros são altos, resistentes e intransponíveis. Impossível.

         Mas o menino solitário, com os olhos cansados de tanto fitar o muro-mudo,  no silêncio de seus sonhos, descobre como desvendar o segredo de detrás dos muros, dos altos muros dos quintais de Santana.

         Ao pensar na solução imaginada, uma dor mista de friagem invade-lhe a sola dos pés. O menino descobre que sofre de um mal estranho. Tem horror a altura.  Isso entretanto não o impede de  levar avante sua experiência. Precisa vencer a persistência daqueles muros. Se não pode ultrapassá-los ou ver através deles, haverá de ver por cima deles.

         Na sua escalada contra o medo da altura, a cada centímetro que sobe um mundo nunca revelado a seus olhos infantis: aqui, um homem visto de cima para baixo, quase que totalmente encoberto pela aba do chapéu; ali, um pouco mais além, várias galinha que mais parecem pintinho;  como é que tudo fica diferente visto de cima, pensa o menino. Santana toma a cor avermelhada dos telhados. Ao lado das casas, agora em forma de pirâmide, os pomares. Que decepção. As fruteiras são raras, e sequer tem frutas. Apenas alguns pés de mangas exibem seus frutos vermelhos, assim mesmo são mangas comuns, pouco apreciadas.  Laranja... Jabuticaba, objeto principal dos sonhos do menino, dessas, nem notícia, apenas as árvores despidas de folhas.

         Mas valeu a pena. De repente

         “A intimidade dos quintais antigos,

Bruscamente penetrada,

Fascinava a contemplação”

O leve toque do sino, acidentalmente acionado, espantou o horror das alturas e o menino voltou ao chão para continuar sonhando com as frutas escondidas pelos muros de Santana, velhos e intransponíveis como aqueles de Pouso Alto.

Mariano C. Peres

Uruaçu, 13/10/2012

 



Escrito por mariano às 08h54
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PEDIDO DE DESCULPAS

 

PEDIDO DE DESCULPA 

MARCOPE

27/setembro/2012

 

 

         Em uma campanha eleitoral em que se disputava o cargo de Prefeito Municipal de Uruaçu, envolvi-me no pleito de um candidato que me parecia o mais indicado para o cargo. Ocorre que as campanhas eleitorais  têm  sobre o ânimo do eleitor, mormente aquele que freqüenta o palanque de algum candidato, o mesmo efeito que os clubes de futebol exercem sobre o torcedor.  O cidadão deixa de ser eleitor simplesmente e passa a ser torcedor. Assim como o torcedor não atina para o motivo que o leva a torcer para este  ou aquele clube, o eleitor também não sabe por que vota neste ou naquele candidato. Claro que para dar uma satisfação a si mesmo, está a sempre a repetir para si ou para outrem: meu candidato é melhor porque tem tais e tais qualidades; vai fazer isso e aquilo a favor do povo. Já o concorrente mais próximo está abarrotado de defeitos. Os mais graves crimes ou as mais insignificantes escorregadas como, por exemplo,  elogiar a beleza de uma senhora, vira na boca do eleitorado adversário os mais hediondos crimes. Parece que tudo isso é produto da natureza humana ou será que é defeito dos humanos do globo terrestre e de outros que estejam nesta mesma terceira dimensão?

         Voltando ao assunto deste artigo em que me proponho a pedir desculpas a alguém que ofendi tocado pelos defeitos comuns a todos os eleitores, consistentes, primordialmente, na troca da razão pela emoção, confesso que o arrependimento valeu-me um bom aprendizado: hoje, em matéria de eleição, sou absolutamente racional.

         Pois bem. Naquela campanha, apenas dois candidatos disputavam a preferência dos eleitores. O meu prometia ao término do mandato que o povo lhe haveria de outorgar, entregar a cidade a seu sucessor com todas as ruas asfaltadas, com água e esgoto em todas as casas. Nesta cidade, ninguém mais passaria fome. E todos teriam um teto onde se abrigarem, porque seriam construídas mil casas para as famílias carentes.

         O candidato adversário não fazia por menos: pagaria água luz para as famílias pobres, instituiria o décimo quarto salário para todos os trabalhadores do município e para o funcionalismo público municipal decretaria um piso salarial capaz de fazer inveja ao funcionalismo federal.

Padre Oclécio, jovem inteligente, culto, excelente orador, militava no palanque adversário e foi nessa qualidade que, analisando as promessas do meu candidato, disse que se ele construísse as casas prometidas, ele, padre, comeria uma delas.

Em resposta à sua ironia, escrevi uma crônica não menos irônica, e que de certa forma o ofendia, principalmente em sua capacidade de análise.

Hoje, passados os anos e o mandato outorgado a meu candidato que não logrou cumprir suas promessas, penitencio-me diante do excelente orador e peço desculpas pelas farpas que lhe foram injustamente atiradas.

 



Escrito por mariano às 12h02
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PREFEITOS

         Como disse o poeta Adovaldo Medeiros em sua crônica bem humorada, todos os políticos são honestos; a oposição é que às vezes exagera em sua função fiscalizadora. A toda evidência, o poeta cronista tem razão, uma vez que os oposicionistas, falam, falam, mas no dia que assumem o poder fazem exatamente as mesmas coisas que criticavam.

         Ademais, nós, os eleitores, temos que ver o lado dos eleitos. Com efeito, não é nada fácil ter que comparecer às festas chatas dos cabos eleitorais, dos chefes de partidos de oposição; agüentar foguetório nos ouvidos, tomar jarras e jarras de cerveja, secar infindáveis garrafas de uísque e ainda ter de aturar batalhões de  caçadoras de poderosos. Tudo isso custa dinheiro, muito dinheiro.



Escrito por mariano às 22h12
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Temos que entender que os agentes políticos precisam de grana para dar presentes, pagar despesas de festas e de boates, coisas que nós, o povo, nem ousamos sonhar. Sabemos que cada um dos intendentes dos cinco mil quinhentos e sessenta e cinco municípios deste Brasilzão de meu DEUS não ganha mais que míseros vinte mil reais, pouco mais do que ganha um trabalhador em três anos, trabalhando oito horas por dia.  Isso é muito pouco para tanta despesa, e quando falta dinheiro no bolso e a gente tem que assinar cheques, cuja soma chega a centenas de milhões,  seria um grande sacrifício resistir à tentação de rachar com os credores os pagamentos de débitos, sobretudo se se levar em conta que essas dívidas advêm de bens e serviços fornecidos pelo dobro do preço de mercado, quando não se referem a notas frias.

UÇU, 27/08/2011

        



Escrito por mariano às 22h09
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