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            Semana passada, encontrei na rua um velho conhecido, pessoa rica e metida a importante, que sem mais nem menos, somente pelo prazer de me aborrecer, repetiu pela milésima vez a única anedota que sabe de cor: um homem tinha três filhos e anunciava aos quatro ventos que desejava fazer do mais velho um ladrão; do mais moço, mendigo.  O do meio, por seu gosto, seria assassino. Se alguém o questionava sobre tão horrível destino desejava para os filhos, esclarecia prontamente que o primogênito seria advogado e os outros dois, médico e padre, respectivamente. Anedota horrível, sem qualquer graça, mas contém algo que merece uma breve reflexão. O comparar o advogado ao ladrão, coisa que muito me aborreceu, principalmente pela falta de respeito a meus sessenta e oito anos, reflete muito do que o povo pensa sobre o esse profissional do direito. De fato, a advocacia está a todo momento colocando na frente do profissional oportunidade para "passar alguém para trás" o que na linguagem popular significa roubo. Muitos não resistem à tentação e acabam ficando ricos. Estes Cobram honorários injustos, falsificam documentos, subornam e instruem testemunhas, mentem, prometem o que não podem cumprir e praticam tramóias não publicáveis. Outros, não obstante, a facilidade que a profissão lhes dá para a práticas, digamos, pouco ética,  preferem ficar em paz com a própria consciência a se enriquecerem ilicitamente.

 



Escrito por mariano às 13h58
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