Arquivos
 17/09/2017 a 23/09/2017
 07/12/2014 a 13/12/2014
 30/11/2014 a 06/12/2014
 28/07/2013 a 03/08/2013
 07/07/2013 a 13/07/2013
 30/06/2013 a 06/07/2013
 20/01/2013 a 26/01/2013
 23/12/2012 a 29/12/2012
 25/11/2012 a 01/12/2012
 18/11/2012 a 24/11/2012
 14/10/2012 a 20/10/2012
 23/09/2012 a 29/09/2012
 09/10/2011 a 15/10/2011
 02/10/2011 a 08/10/2011
 17/07/2011 a 23/07/2011
 10/04/2011 a 16/04/2011
 27/03/2011 a 02/04/2011
 20/03/2011 a 26/03/2011
 13/03/2011 a 19/03/2011
 06/03/2011 a 12/03/2011
 16/01/2011 a 22/01/2011
 17/10/2010 a 23/10/2010
 19/09/2010 a 25/09/2010
 08/08/2010 a 14/08/2010
 27/06/2010 a 03/07/2010
 23/05/2010 a 29/05/2010
 16/05/2010 a 22/05/2010
 28/03/2010 a 03/04/2010
 14/02/2010 a 20/02/2010
 24/01/2010 a 30/01/2010
 17/01/2010 a 23/01/2010
 20/12/2009 a 26/12/2009
 08/11/2009 a 14/11/2009
 06/09/2009 a 12/09/2009
 28/06/2009 a 04/07/2009
 07/06/2009 a 13/06/2009
 19/04/2009 a 25/04/2009
 08/03/2009 a 14/03/2009
 22/02/2009 a 28/02/2009
 30/11/2008 a 06/12/2008
 02/11/2008 a 08/11/2008
 16/03/2008 a 22/03/2008
 24/02/2008 a 01/03/2008
 10/02/2008 a 16/02/2008
 09/12/2007 a 15/12/2007
 02/12/2007 a 08/12/2007
 25/11/2007 a 01/12/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 08/04/2007 a 14/04/2007
 18/03/2007 a 24/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 04/02/2007 a 10/02/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 17/12/2006 a 23/12/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 22/10/2006 a 28/10/2006
 15/10/2006 a 21/10/2006
 01/10/2006 a 07/10/2006
 24/09/2006 a 30/09/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 JORNAL CIDADE




Blog de mariano.dr
 





Com a palavra o Prof. Miguel Reale Junior

.
VALE A PENA LER...








BBB: UMA FÁBRICA DE ALIENAR PESSOAS. - PALAVRA ABALIZADA DO JURISTA REALE JR.
Artigo do Prof. MIGUEL REALE JÚNIOR sobre o "BBB".
Programas como Big Brother indicam a completa perda do pudor, ausência de noção do que cabe permanecer entre quatro paredes. Desfazer-se a diferença entre o que deve ser exibido e o que deve ser ocultado. Assim, expõe-se ao grande público a realidade íntima das pessoas por meios virtuais, com absoluto desvelamento das zonas de exclusividade. A privacidade passa a ser vivida no espaço público.
O Big Brother Brasil, a Baixaria Brega do Brasil, faz de todos os telespectadores voyeurs de cenas protagonizadas na realidade de uma casa ocupada por pessoas que expõem publicamente suas zonas de vida mais íntima, em busca de dinheiro e sucesso. Tentei acompanhar o programa. Suportei apenas dez minutos: o suficiente para notar que estes violadores da própria privacidade falam em péssimo português obviedades com pretenso ar pascaliano, com jeito ansioso de serem engraçadamente profundos.
Mas o público concede elevadas audiências de 35 pontos e aciona, mediante pagamento da ligação, 18 milhões de telefonemas para participar do chamado "paredão", quando um dos protagonistas há de ser eliminado. Por sites da internet se pode saber do dia-a-dia desse reino do despudor e do mau gosto. As moças ensinam a dança do bumbum para cima. As festas abrem espaço para a sacanagem geral. Uma das moças no baile funk bebe sem parar. Embriagada, levanta a blusa, a mostrar os seios. Depois, no banheiro, se põe a fazer depilação. Uma das participantes acorda com sangue nos lençóis, a revelar ter tido menstruação durante a noite. Outra convivente resiste a uma conquista, mas depois de assediada cede ao cerco com cinematográfico beijo no insistente conquistador que em seguida ridiculamente chora por ter traído a namorada à vista de todo o Brasil. A moça assediada, no entanto, diz que o beijo superou as expectativas. É possível conjunto mais significativo de vulgaridade chocante?
Instala-se o império do mau gosto. O programa gera a perda do respeito de si mesmo por parte dos protagonistas, prometendo-lhes sucesso ao custo da violação consentida da intimidade. Mas o pior: estimula o telespectador a se divertir com a baixeza e a intimidade alheia. O Big Brother explora os maus instintos ao promover o exemplo de bebedeiras, de erotismo tosco e ilimitado, de burrice continuada, num festival de elevada deselegância.
O gosto do mal e mau gosto são igualmente sinais dos tempos, caracterizados pela decomposição dos valores da pessoa humana, portadora de dignidade só realizável de fixados limites intransponíveis de respeito a si própria e ao próximo, de preservação da privacidade e de vivência da solidariedade na comunhão social. O grande desafio de hoje é de ordem ética: construir uma vida em que o outro não valha apenas por satisfazer necessidades sensíveis.
Proletários do espírito, uni-vos, para se libertarem dos grilhões da mundialização, que plastifica as consciências.
Miguel Reale Júnior, advogado, professor titular da Faculdade de Direito da USP, membro da Academia Paulista de Letras.
O Estado de São Paulo, 02 de fevereiro de 2009









 



Escrito por mariano às 15h06
[] [envie esta mensagem
]





ILUMINAÇÃO PÚBLICA



A legislatura passada na Câmara Municipal de Uruaçu foi marcada por grande discussão acerca do projeto de autoria do Poder Executivo que buscava aprovação legislativa com vista à cobrança da contribuição para o custeio da iluminação pública. Os vereadores, como convém ao regime democrático de Direito, saíram em defesa da população, mormente das camadas mais pobres, e rejeitaram o projeto. Dentre as vozes mais eloquentes em defesa do contribuinte, sobressaiu a do atual Prefeito Municipal, Sr. Lourenço Pereira Filho.

Entretanto, definida a eleição para prefeito no pleito de 2008, a mesma Câmara que antes rejeitara o projeto acabou por aprová-lo quando a então titular do executivo arrumava as gavetas para entregar o cargo ao eleito. A atitude dos senhores vereadores, nesse episódio, deixam transparecer que a rejeição do projeto naquela oportunidade não teve como fundamento a defesa da população, mas um confronto partidário entre executivo e legislativo.

Esse modo de proceder adotado pelos legislativos brasileiros em seus diversos níveis, é sobremaneira lamentável, porquanto deixa claro que em casos tais, o legislador não pauta sua conduta pela fidelidade aos princípios que devem nortear o trato com a coisa pública, definidos no artigo 37 da Carta da República. No caso de Uruaçu, reforça esse entendimento o fato de aquele autógrafo ter sido sancionado por decurso de prazo e, a lei dele decorrente, promulgada pelo Presidente da Câmara, atualmente chefe de importante departamento da Prefeitura, o então Vereador Danurinha, coadjuvado na promulgação pelo Secretário Administrativo da Câmara que, na nova conjuntura política, ocupa o elevado cargo de Secretário da Administração, uma das mais importantes dentre as secretarias do município.

De outra parte, faz-se oportuno registrar que uma olhada superficial sobre aquele diploma municipal, revela uma lei absolutamente inexequível do ponto de vista legal, uma vez que padece de diversas inconstitucionalidades.



Escrito por mariano às 20h17
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]