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DOAÇÕES DE MUNICÍPIOS AO GOVERNO FEDERAL

Mariano C. Peres

É justo que os pequenos municípios, com rendas insuficientes para atender suas necessidades mais urgentes, como as questões de saúde e educação; municípios que não conseguem saldar suas dívidas; que tem dificuldades para manter em dia a folha de pagamento do funcionalismo; que não tem recursos para dar uma destinação adequado ao lixo da cidade; que não dispõem de meios financeiros para fazer cumprir a legislação ambiental no âmbito de sua competência; é justo esses municípios fazerem doações à União Federal em troca de algum benefício, para evitar que esse benefício seja deslocado para outra cidade?

Pode o governo Federal, do ponto de vista ético, condicionar a entrega de um benefício à população a que o município onde o benefício vai ser implantado lhe faça doações patrimoniais?

A resposta a essas indagações é simplesmente NÃO. Certamente o Governo da República não faria esse tipo de proposta ao arrepio da ética e dos princípios da boa administração. Em primeiro lugar, isso seria vender o benefício e, em segundo lugar, porque a venda ou permuta seria a certeza de que o benefício não chegaria ao lugar mais adequado, ou seja, àquele lugar onde o benefício seria mais útil ao povo e ao Brasil, ficando para quem fizesse a doação mais significativa. Em outras palavras, o benefício iria para quem pagasse mais. Isso seria torpeza administrativa. Acreditamos nas instituições da República Federativa do Brasil e temos convicção de que isso jamais acontecerá.

A nós, nos parece que ocorre é a vontade de algum administrador municipal parecer simpático a autoridades federais, propondo doações e, depois da proposta consumada, na impossibilidade de justificar o gesto impensado e prejudicial ao Município, procura levar à população a falsa idéia de que a transferência fora necessária para possibilitar a implantação de tais e tais benefícios pelo Governo da República.

Passada essa informação ao povo, o que lhe fica na cabeça? Fica a idéia de que o benefício recebido do Governo Federal estava em leilão e que o seu Município deu um lance maior que o Município vizinho. A autoridade municipal que assim age o faz em prejuízo da imagem do Governo que tem obrigação de implantar os benefícios do Estado Brasileiro onde eles sejam mais úteis, mais necessários.

Cremos na seriedade do Estado Brasileiro e pensamos que passar ao povo essa idéia de leilão de benefícios do Governo Federal seja uma atitude leviana, até porque não há motivos para duvidar da lisura do Governo na distribuição de obras e serviços de obrigação do Estado, como forma de aplicação dos recursos arrecadados do contribuinte. Por tudo isso, temos como não verdadeiras as informações de que se o edifício da Prefeitura de Uruaçu não fosse transferido ao Governo Federal, o SEFET seria instalado em Porangatu. E assim cremos porque o contrário seria um ato de corrupção. Todavia, cabe às autoridades municipais esclarecer o assunto.

 

 

 

 



Escrito por mariano às 12h52
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SANSÃO

Peço licença aos eventuais leitores deste meu BLOG para transcrever o CAPÍTULO XXIII do romance "Fazenda Barreiro". Neste capítulo, Sansão, um dos personagens do livro, faz referências à rejeição que lhe impunham os moradores de Uruaçu por causa de suas origens camponesas.

Diz Sansão: essa rejeição da cidade a minha pessoa me aborrecia, mas não a ponto de fazer com que eu me mudasse. Aqueles metidos a grande que ficassem lá com suas grandezas que eu me arrumava muito bem e à vontade com meus amigos "da minha laia", que, diga-se de passagem, eram, em número, muito mais que eles. Mas era preciso mostrar àqueles bobos que os do nosso lado também tinha valores e muitas vezes mais que os do lado de lá.

Por falar em lado, lembro-me que a cidade é cortada ao meio pelo Córrego Machambombo, dividindo-a em dois núcleos distintos. O lado direito do córrego era o lado dos metidos a besta, e o lado esquerdo, que eles chamavam de "do outro lado", era habitado pela gente mais humilde, com quem eu me dava muito bem. Caminhando par a par com o povo de "!do outro lado" , marchava a gente humilde de toda a periferia. Essa superioridade numérica nos dava muitas vantagens sobre "os bacanas", inclusive nas questões políticas, por motivos eleitorais óbvios, rendendo-nos favores e concessões do poder público local, sempre de olho nas urnas. Nunca acreditamos muito em políticos, por isso, nosso lema era: primeiro, os benefícios, depois, os votos. Como bem sentenciou JESSIER QUIRINO, para ser político é preciso PROMETER COMO SEM FALTA E FALTAR COMO SEM DÚVIDA. E aprendem rápido aqueles que ingressam na política. Já na primeira eleição prometem mundo e fundo, e "até juram, mas depois esquecem." Invariavelmente esquecem, acometidos de conveniente amnésia eleitoral que perdura até as vésperas da eleições seguintes.

Aproveitando esses pontos que nos eram favoráveis, criamos uma bandinha de música e um time de futebol, tudo com gente de nossa igualha, músicos, maestro, treinador e atletas. Isso baixou um pouco a crista dos orgulhosos representantes da elite local, que passaram a se utilizar da arte de nossos músicos para suas festas. Melhor, ainda, foi vê-los amargarem as derrotas espetaculares impostas pelo nosso time ao time deles. Graças a essas iniciativas, extinguiram-se as castas locais, surgindo a sociedade igualitária que temos hoje em dia.



Escrito por mariano às 11h21
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