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A  FORÇA DA TV

MARCOPE

URUAÇU, 27/03/2010

 

         Um homicídio ocorrido há dois anos, dentre os milhares que ocorrem todos os anos na cidade de São Paulo, chamou a atenção da imprensa, mormente da televisão.

         Sem provas objetivas da materialidade e da autoria, mas com cobertura eficiente da televisão, evidentemente na busca de audiência, transformou-se em objeto de torcida popular, com as mesmas características das torcidas por times de futebol, um caso que do ponto de vista de sua gravidade é semelhante a milhares de outros que acontecem corriqueiramente naquela cidade.

         Pressionadas pela imprensa, as autoridades que fecham os olhos a milhares e milhares de outros casos,  que ocorrem todos os dias debaixo de seus narizes, com materialidade e autoria determinadas, até muito mais graves do que este, trataram de mandar a campo todo o seu aparato  investigativo, com a finalidade de dar uma satisfação aos telespectadores.

         Mas sabem as autoridades que, em casos tais, para satisfazer a sanha da turba insana, prenhe de verdades criadas pela imprensa, mormente a televisão, para conquistar telespectador, é preciso não somente mostrar que está investigando o caso, mas principalmente, que encontraram os culpados. Para tanto, elevam indícios ao status de verdade absoluta.

         Definidos os culpados, resta uma condenação exemplar. Para esse ato final, a imprensa continua seu papel de informar sugerindo nas entrelinhas a verdade e os conceitos que lhe interessam. Exemplo das distorções implícitas nas matérias veiculadas pela televisão pode ser visto no conceito de justiça. Por isso que a multidão de desocupados que invadiram os espaços públicos em frente ao fórum e que não leram uma única folha dos autos, clamavam por condenação, utilizando a apalavra justiça.

         Não cuida este texto de analisar a justiça ou injustiça da condenação, uma vez que seu autor não teve acesso aos autos, mas apenas mostrar, ainda que muito timidamente, que os réus neste caso não foram condenados pela Justiça Brasileira, mas pela imprensa que impôs toda a sua influência sobre o povo. Assim o povo que é o juiz das causas da espécie, julgou sob o domínio da forte influência que lhe fora imposta.

          Examinando o processo à luz das provas existentes, nos tribunais a que couber o conhecimento dos recursos, compostos por juízes de notável saber jurídico, que não se deixam conduzir pelas insinuações da imprensa, como ocorre no Tribunal do Júri, ter-se-á a certeza de um julgamento justo, condenando ou absolvendo, conforme as provas coletadas na instrução do processo. 

 



Escrito por mariano às 18h42
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