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CASAS DE SANTANA

 

 

                  Li em O POPULAR do dia 19/10/10 a crônica “Casas da Campininha” assinada por JOSÉ MENDONÇA ATELES.

         Com aquela linguagem bonita que lhe é própria e navegando num mar de saudades que lhe atormentam a alma, o autor desce até nós outros, revelando o cotidiano de seus tempos de meninice vivida na pacata Campininha de enormes casas de portas sempre aberta aos amigos, aos vizinhos aos compadres e às comadres que, nas tarde calmas apareciam para um dedo de prosa com a família, com direito a cafezinho e quitandas, enquanto nos extensos quintais a crianças brincavam debaixo dos pés de frutas, tocando boiada de laranja e empurrando caminhãozinho de roda de lobeira.

                   Da leitura veio-me enorme nostalgia. Recordações de minha velha SANTANA da década de cinqüenta, de nossos times de futebol, dos brinquedos inocentes, como andar de perna de pau, tomar banho no Corgo da Vergila. Recordei-me do Juiz, Dr. José Henrique da Veiga Jardim, meu adversário nas brigas de galo; recordei-me do Prefeito Feliciano Custódio de Freitas que me dava carona em seu FORD-29. Na minha Rua havia dois carros um do Juiz e o outro do Prefeito. Era uma rua privilegiada.

                   Aqui, como na Campininha do JOSÉ MENDONÇA TELES, as portas das casas eram abertas. Não tinha ladrões, não tinha tarados e não tinha televisão. Todo mundo era conhecido. Todo mundo era amigo.

                  Lá, o terremoto da ganância imobiliária derrubou casas, arrancou pés de frutas, destruiu quintais. Aqui, o destempero dos novos ricos e o vendaval da lucratividade, este alimentado pela perseguição ao lucro imediato, vão engolindo nossas centenárias casas, nossos quintais e nossos pés de manga. Já não há rua ou caminho para a gente andar. O espaço é dos carros. Os ladrões, os tarados e a televisão obrigam-nos a manter as portas trancadas, e os amigos, os vizinhos e os compadres já não se lembram das boas conversas nas varandas, com café e pão-de-queijo.

                  Saudades do Poço da Gamela, do Poção da Ponte Nova e do Corgo da Vergila. 

 



Escrito por mariano às 19h30
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