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PEDIDO DE DESCULPAS

 

PEDIDO DE DESCULPA 

MARCOPE

27/setembro/2012

 

 

         Em uma campanha eleitoral em que se disputava o cargo de Prefeito Municipal de Uruaçu, envolvi-me no pleito de um candidato que me parecia o mais indicado para o cargo. Ocorre que as campanhas eleitorais  têm  sobre o ânimo do eleitor, mormente aquele que freqüenta o palanque de algum candidato, o mesmo efeito que os clubes de futebol exercem sobre o torcedor.  O cidadão deixa de ser eleitor simplesmente e passa a ser torcedor. Assim como o torcedor não atina para o motivo que o leva a torcer para este  ou aquele clube, o eleitor também não sabe por que vota neste ou naquele candidato. Claro que para dar uma satisfação a si mesmo, está a sempre a repetir para si ou para outrem: meu candidato é melhor porque tem tais e tais qualidades; vai fazer isso e aquilo a favor do povo. Já o concorrente mais próximo está abarrotado de defeitos. Os mais graves crimes ou as mais insignificantes escorregadas como, por exemplo,  elogiar a beleza de uma senhora, vira na boca do eleitorado adversário os mais hediondos crimes. Parece que tudo isso é produto da natureza humana ou será que é defeito dos humanos do globo terrestre e de outros que estejam nesta mesma terceira dimensão?

         Voltando ao assunto deste artigo em que me proponho a pedir desculpas a alguém que ofendi tocado pelos defeitos comuns a todos os eleitores, consistentes, primordialmente, na troca da razão pela emoção, confesso que o arrependimento valeu-me um bom aprendizado: hoje, em matéria de eleição, sou absolutamente racional.

         Pois bem. Naquela campanha, apenas dois candidatos disputavam a preferência dos eleitores. O meu prometia ao término do mandato que o povo lhe haveria de outorgar, entregar a cidade a seu sucessor com todas as ruas asfaltadas, com água e esgoto em todas as casas. Nesta cidade, ninguém mais passaria fome. E todos teriam um teto onde se abrigarem, porque seriam construídas mil casas para as famílias carentes.

         O candidato adversário não fazia por menos: pagaria água luz para as famílias pobres, instituiria o décimo quarto salário para todos os trabalhadores do município e para o funcionalismo público municipal decretaria um piso salarial capaz de fazer inveja ao funcionalismo federal.

Padre Oclécio, jovem inteligente, culto, excelente orador, militava no palanque adversário e foi nessa qualidade que, analisando as promessas do meu candidato, disse que se ele construísse as casas prometidas, ele, padre, comeria uma delas.

Em resposta à sua ironia, escrevi uma crônica não menos irônica, e que de certa forma o ofendia, principalmente em sua capacidade de análise.

Hoje, passados os anos e o mandato outorgado a meu candidato que não logrou cumprir suas promessas, penitencio-me diante do excelente orador e peço desculpas pelas farpas que lhe foram injustamente atiradas.

 



Escrito por mariano às 12h02
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